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Maratona Caixa Do Rio De Janeiro 2016

01.06.2016

Explode Coração

 

Tudo começou ano passado, em Julho de 2015, quando eu estava no Rio de Janeiro, completando mais uma Meia Maratona. Naquele dia, eu fiquei na torcida e esperando os maratonistas e foi tanta emoção que resolvi que faria a minha primeira Maratona em 2016.

 

Em novembro de 2015, fiz minha inscrição e comecei a traçar alguns planos. Daí surgiu o #Projeto42com30. O motivo é porque a prova foi no dia no meu aniversário de 30 anos. Logo em janeiro, comecei meus treinos de base e tive a sorte de encontrar excelentes profissionais para me ajudar. A nutricionista Claudia Lopes Larroyd e o Fisioterapeuta/Acupunturista e triatleta Alexandre Steingraber do Espaço A.S. Terapias. Comecei meus treinos com a Assessoria Corredores da Zona Norte mas no meio do caminho, resolvi trocar para a Planet Assessoria e seguir firme e forte rumo ao meu desafio.

 

 

 

Durante o preparo para a Maratona, muita coisa acontece na sua vida. Algumas pessoas se distanciam e outras se aproximam. Sejam elas corredores ou não. A verdade é que eu todo dia tentava equilibrar as emoções e principalmente a ansiedade. Na minha vida pessoal algumas coisas aconteceram, todas para MELHOR (ainda bem) e mais uma vez consegui encaixar os treinos na minha rotina. Acredito que para nós mulheres, o desafio é ainda maior. Conciliar as nossas tarefas domesticas, vida social e vida profissional não é algo tão simples e não existe uma receita pronta para seguir. Por isso, nessas horas o apoio das pessoas mais próximas (no meu caso, meu marido), foi fundamental para tudo isso acontecer.

 

No dia 26 de Maio, seguimos para o Rio de Janeiro. Assim como foi para os primeiros 21k, meu pai e minha mãe estavam juntos para os 42k. Cheguei no Rio e já fui retirar meu kit na Expo. Vale recordar que achei tudo organizado. Eu não peguei fila e fiz tudo tranquila, do jeito que eu queria, passei por todos estandes e claro adquiri alguns produtos

 

Na sexta e no sábado, a ansiedade estava quase me matando. Eu tentava me distrair, pensar em outras coisas mas era quase impossível. Na sexta-feira á noite, fiz o percurso de carro da Avenida Niemeyer e só ficava mentalizando como eu estaria subindo aquela tão temida avenida!

 

No sábado, aquele jantar tradicional RICO em carboidrato. Foi super gostoso e descontraído. Estava com meu marido e com a amiga Giuli Pansera, que se preparava para os 21k. Voltamos para o Hotel e comecei a arrumação. Naquela noite, tanta coisa passou na minha cabeça mas o que me deixou mais feliz foi a quantidade de áudios e mensagens que eu recebi de BOA SORTE. E até mesmo ligações de amigas que jamais esperaria. Ás 23h00 eu desliguei meu celular e dormi.

 

O alarme tocou ás 4h30 da manhã, levantei no primeiro alerta e sentei na cama, respirei e falei para mim mesma “CHEGOU O GRANDE O DIA”. Na saída do hotel, já existia uma movimentação de corredores. Cheguei no ponto de largada ás 6h55 e fui direto para fila do banheiro. Tudo correndo bem! Já aproveitei e conferi os sachês dos géis, iphone, fone de ouvido e dinheiro.

 

 

 

A buzina disparou e foi aí que minha ficha começou a cair! Passei pela largada exatamente 7h39 e fui curtindo a energia inicial. Eu precisava segurar meu pace para não “gastar” demais no começo. Toda hora lembrava das palavras da COACH “seja madura para controlar isso“. Logo no início, percebi que eu ia transpirar muito, pois estava calor, então no primeiro posto de hidratação eu já tomei 1 copo de isotônico.

 

A primeira parte da Maratona é um trecho muito difícil. Você larga do Recreio, passa pela reserva e chega na Barra da Tijuca. Na verdade a paisagem é a mesma durante os 10 primeiros quilômetros. Você corre, corre, corre e continua olhando o MAR do lado direito (que estava lindo aquele dia cheio de ondas) e do lado esquerdo MATO. Cena engraçada desse trecho, foi que estava rolando um final de festa em um quiosque e o mais divertido é que as pessoas tentavam interagir com os corredores ....kkkkk Detalhe era um FINAL DE FESTA, então imagina a situação deles....

 

No percurso da Barra até o Pepe já tinha algumas pessoas aplaudindo, poucas mas tinham. Quando cruzei os 20km fechei em 1h57. Exatamente como tinha planejado. No KM 22, antes do Elevado do Joá, já rolou um frio na barriga, pois minha “pequena” torcida estaria ali me esperando para o primeiro HI FIVE e gritos de incentivo. Logo que virei a rua e vi os três, já fui levantando o braço e gritando. Nossa parece que veio uma energia extra naquele KM e um certo orgulho da minha família estar ali comigo. Acho que era uma forma de eu mostrar que estava BEM também e eles seguirem para a chegada mais tranquilos.

 

 

 

Cheguei no Elevado do Joá, e como sempre aquela vista te encanta. Nunca é a mesma. O mar está sempre diferente, o cheiro e a brisa. É incrível como aquele Elevado transmite coisa boa. Aproveitei aquele cenário para agradecer muito a Deus e as pessoas que acreditaram em mim e principalmente a minha saúde física. Para colaborar com o cenário, a organização providenciou um DJ tocando música clássica dentro do túnel. Uaauuuu !

 

Passei São Conrado e assim chegou ela, a tão temida Avenida Niemeyer. Respirei fundo e fui. Naquele momento, você começa a perceber que muitos corredores caminham. Alguns sentem câimbras, outros param para alongar, outros para descansar....É engraçado como tudo acontece nessa avenida/subida. Eu tentei me concentrar e fui seguindo uma mulher que estava bem confiante, foquei nela e fui. Até que ela parou e eu passei e disse, “Poxa, vamos lá eu estava te seguindo”, ela sorriu e disse “ Então vamos, que agora eu vou te seguir”. Nossa aquilo me deu mais um gás para continuar no meu 1,2,1,2,1,2 (tipo soldadinho). Quando comecei a descer a avenida e cheguei no Leblon, nossa parece que saiu um elefante em cima de mim....nesse ponto da prova tem muitos professores, corredores, amigos e familiares esperando e torcendo pelos atletas. Eu adorei a recepção rsrsrsrs mesmo não conhecendo ninguém !!!! Ali já estava no km 30 e mais uma meta batida, fechei em 2h58m.

 

Da mesma forma que tirei um elefante, parece que peguei um LEÃO e comecei a carregar. Eu fiz dois longos durante meus treinos um de 30k e outro de 32k. E foi nesse momento que lembrei que eu sabia como era até os 32k depois seria tudo novidade. Foi nesse momento que o psicológico bateu. Eu cansei de ouvir amigos maratonistas falando que no km 33 você quebra. Acho que levei isso a sério. Eu tentei relaxar e não me preocupar. Eu fui correndo. Nessa hora já tinha aumentando o meu pace e já me preparava para colocar a música.

 

Segui firme e forte pelo Leblon e Ipanema. Quando eu entrei em Copacabana, quase desmontei. Olhei o quanto faltava e tinha a sensação que aquela orla era infinita, cheguei até pensar que a KM estava errada rsrsrsrsrrs. O que me ajudou muito em Copacabana foi ver tantas pessoas torcendo, ajudando e principalmente sendo solidárias com sal, bala, coca cola e aplausos. Eu tinha vontade de caminhar mas ao mesmo tempo tinha a impressão que não deveria que eu estava indo ali no meu ritmo e curtindo a prova, sem pressão.

 

E para minha surpresa, quando entrei na Avenida Princesa Isabel, eu me senti uma MARATONISTA. Nossa eu vi tantas pessoas gritando e aplaudindo. Foi demais !!!! Eu senti um negócio no coração de alegria....não sei explicar...As pessoas sorriam para você ! Te olhavam com admiração. Aqueles gritos me fizeram a seguir trotando até o final e no fundo eu não queria cruzar a linha de chegada andando... existia um “desafio moral” dentro de mim que não me deixava caminhar naquele momento.

 

Até que chegando em Botafogo, começa a dar um alívio e para minha alegria eu sabia que minha amiga Luna (maratonista) estaria ali em algum lugar para correr comigo. E foi assim, enxerguei ela de longe e fui acenando. Ela me viu, gritou e já foi me motivando. Eu reclamando e falando um monte de besteira e ela lá “vamos amiga, você está bem, vamos, falta pouco, é só virar e pronto...” e assim eu fui....um pouco mais pra frente vi a Bruna ( amiga da assessoria), achei que faríamos apenas um HI FIVE mas ela seguiu comigo. E logo depois, já cruzei meu olhar com o dele, meu marido! Estava ali tirando fotos e me incentivo. Foi LINDO.

 

Encontrei com algumas colegas na torcida e aqueles gritos, aplausos me fez sentir uma energia e uma vibração que nunca havia sentido. Naquele momento pensei, “nossa está acabando” e na placa de 42km estavam eles, meus pais, gritando muito meu nome e dando aquela força final! Foi fantástico! Uma cena e emoção que jamais vou esquecer e nunca vou conseguir traduzir em palavras o que eu senti.

 

E assim fechei os 42.195km, feliz e cansada! Meu tempo não foi como eu pensei. Mas meu objetivo estava finalizado e quando peguei a MEDALHA lembrei que era meu aniversário de 30 anos. Afinal, precisava pegar o meu presente. Eu não chorei. Estava tão anestesiada de alegria que lembrei só de xingar e gritar muito a conquista !!!!

 

Saldo disso tudo: algumas bolhas no pé e unha escura no dedão.

Estou super bem no meu pós- maratona. Eu pensei que não ia conseguir andar mas para minha surpresa, estou me recuperando muito bem.

 

E assim encerro mais um ciclo da minha vida. A próxima: Não sei. Por enquanto, não estou com vontade de fazer outra maratona.

 

 

Tempo Garmim: Distância 42.320 k / Tempo 4h20min / Ritmo 6:09 / Calorias 3104 cal

Tempo Oficial: Distância 42.195 k / Tempo 4h21min / Classificação Geral 373° / Faixa Etária 71°

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

#NoRitmoDela #MaratonadoRio #42K #Corrida

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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